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Miguel Uchôa
A paixão estará sempre ligada ao exterior, ao que chama a atenção, enquanto o amor estará sempre atraído pelo interior, pelo caráter, pelo que a presença do outro traz de satisfação e faz enfrentar as adversidades. Em outras palavras, o amor ama pelo que o outro é, e não pelo que ele possui, em todos os sentidos.
Não sou descrente do que se chama de amor à primeira vista, mas creio que isso acontece com muita raridade. Na maioria esmagadora das vezes, a paixão se encarrega de encantar no primeiro contato. Esse sentimento pode evoluir para o verdadeiro amor, mas, quando estanca na paixão, ele é marcado pela superficialidade. Enquanto isso, o amor requer maior conhecimento, e isso significa que ele cresce com o tempo, amadurece no dia a dia. Isso leva ao “amar apesar de” — amar sabendo a quem se ama.
A paixão tem a marca da instabilidade. Seu humor sofre variações, às vezes incompreensíveis, enquanto o amor se mostra estável e seus interesses são constantes, firmes e, acima de tudo, sinceros.
A paixão toma conta da pessoa a ponto de inverter suas prioridades. Ela produz uma dedicação cega e, às vezes, insana. Leva o indivíduo a viver fora da realidade. Você já deve ter visto ou convivido com alguém apaixonado por uma pessoa que sabidamente não é confiável, mas ele insiste, não enxerga, e não ouve a família que só quer o seu bem. O amor, em contrapartida, mantém o equilíbrio. Os valores seguem na hierarquia correta. Deus está em primeiro lugar, mas a família nunca
é desprezada. O amor, como vimos em 1Coríntios 13, não é egoísta, “não procura seus interesses”.
O amor é “ensinável”: ele escuta, se interessa em crescer pelo exemplo e pela experiência de outros. Quem ama, por conta de se manter em equilíbrio, ouve. Já a paixão não quer escutar ninguém. Além de cega, ela é surda. Naturalmente, existem muitas outras diferenças entre paixão e amor. Essas são apenas algumas que despertam mais atenção.

 

GAFCON 2013: COMUNICADO DE NAIROBI*

Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular. (Efésios 2:19-20)
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nós, participantes da segunda Conferência do Futuro Global Anglicano (GAFCON) – 1358 delegados, incluindo 331 bispos, 482 clérigos e 545 leigos de 38 países representando  milhões de fiéis Anglicanos do mundo- enviamos saudações do Leste da África, um lugar de reavivamento no último século e de crescimento da Igreja Anglicana de hoje.
Introdução
Nós nos encontramos com muita alegria em Nairobi nos dias 21 à 26 de Outubro de 2013. Nos reunimos diariamente para orar e louvar, estudar a carta de Paulo aos Efésios e compartilhar da Santa Comunhão no início e no fim da nossa Conferência.
Foi muito penoso que nosso encontro realizou-se apenas um mês após o violento ataque terrorista em Nairobi, no Shopping Center Westgate em que tantos homens, mulheres e crianças inocentes perderam suas vidas. Nossos corações estão com essas famílias que perderam os seus entes queridos e com todos aqueles que ainda estão sofrendo. Nós lembramos deles em oração continuamente.  Em nos reunirmos aqui somos capazes de expressar publicamente a esperanca que Jesus Cristo traz a este mundo no qual fragilidade e sofrimento são frequentemente expressados. 
Em nosso encontro, reafirmamos a nossa visão de que somos uma comunhão mundial de Anglicanos Confessantes, envolvido em um movimento do Espírito Santo, a qual é pessoal e eclesial. Estamos agradecidos que o Arcebispo de Cantuária enviou saudações pessoais através de um vídeo e nos certificou que está orando por nós, e nós também oramos por ele. Acreditamos que temos agido como um importante e eficaz instrumento de Comunhão durante um período em que outros instrumentos de Comunhão falharam tanto em preservar  as prioridades do evangelho na Igreja, como em curar as divisões entre nós.
A Formação da Comunhão Global de Anglicanos Confessantes
Em 2008, o primeiro GAFCON foi convocado para combater um falso evangelho, que estava se alastrando por toda a Comunhão. Este falso evangelho questionou a singularidade de Cristo e a sua morte substitutiva, apesar da Bíblia ser clara em sua revelação de que ele é o único caminho ao Pai (João 14:6). Ele vai de encontro com a autoridade da Palavra Escrita de Deus. Ele procurou mascarar condutas pecaminosas com a linguagem dos direitos humanos. Promoveu práticas homosexuais como sendo consistentes com a santidade, apesar do fato que a Bíblia identifica claramente como ato pecaminoso. Um ponto crítico foi alcançado em 2003, quando um homem que mantia uma relação homossexual ativa foi consagrado bispo nos EUA. Nos anos que se seguiram, houve repetidas tentativas de resolver a crise dentro da Comunhão, das quais nenhuma foi bem sucedida. Ao contrário, a situação se agravou com insistente rebeldia. Como uma resposta para a crise, adotamos A Declaração de Jerusalém,  que nos compromete a fidelidade bíblica, e desde então tem sido a estrutura para ortodoxia Anglicana, na qual nós, com todas nossas tradições diferentes – Evangélicos, Anglo-Católicos  e Carismáticos – estamos comprometidos. Também formamos a Comunhão Global de Anglicanos Confessantes (GFCA).
A partir de então, nos tornamos um movimento que visa a unidade entre fiéis anglicanos. Ao tomar a posição de ser fiéis a Bíblia, os Anglicanos têm sido marginalizados ou excluídos das estruturas provinciais, ou diocesanas, e o Conselho  dos Primazes tem os reconhecido e autenticado como fiéis Anglicanos. O GFCA tem sido fundamental para o surgimento da nova província da Igreja Anglicana na América do Norte, dando reconhecimento formal de suas ordens e abraçando-a como uma província totalmente parceira, com seu Arcebispo tendo  assento no Conselho dos Primazes. O GFCA também impediu que a Original Diocese de Recife fosse isolada da Comunhão Anglicana. Ao mesmo tempo, comunhões locais foram criadas em muitas províncias. Estes têm sido um apoio essencial aos ministros e congregações, na medida em que as pressões ao testemunho do evangelho fiel aumentam.
A GFCA  e o Futuro da Comunhão Anglicana
A comunhão que desfrutamos como Cristãos se distingue de todas as outras associações pelo fato de ser em essência  uma  simples “comunhão com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:3).  Por essa razão, tem um carácter particular. Ela envolve arrependimento e “andar na luz, como ele está na luz” (1 João 1:7- 9).  A natureza e os limites da nossa comunhão não são determinados pelas instituições, mas pela Palavra de Deus. A igreja é o lugar onde a verdade importa, onde é guardada e promovida e onde as alternativas são expostas pelo o que elas são – uma troca da verdade de Deus por uma mentira (Romanos 1:25).  A nossa vontade de nos submeter a Palavra Escrita de Deus e nossa oposição de estar em comunhão Cristã com aqueles que não se submentem a ela, é claramente expressa na Declaração de Jerusalém. Isto significa que as divisões na Comunhão Anglicana não serão curadas sem que haja uma mudança de coração daqueles que promovem o falso evangelho, e por isso nós oramos.
Há muito que podemos aprender com o Reavivamento do Leste Africano sobre ter uma mudança de coração. Começando no início do século passado, o reavivamento tem tocado milhões de vidas em muitos países onde o Espírito Santo tem movido, os leigos, homens e mulheres, bem como os clérigos, à compartilhar o Evangelho com os outros. Dois aspectos significantes  e de grande relevância para a nossa situação são:
– Arrependimento verdadeiro pelo pecado demonstrado através da confissão de culpa e do desejo de se retratar
– A confiança de que o evangelho tem o poder tanto de salvar o que está perdido em todo o mundo como de transformar a igreja, ao invés de ver a igreja conformada ao mundo.
Exortamos aqueles que promoveram o falso evangelho a se arrependerem  de sua infidelidade e a ter uma confiança renovada no evangelho. Nós nos arrependemos da indiferença, falta de oração e inatividade diante do falso ensinamento. Nós os lembramos – assim como a nós mesmos-  que os pecados dos quais devemos nos arrepender não são simplesmente aqueles que o mundo também considera errados; eles são aqueles que o próprio Deus detesta e que estão deixados claros em sua Palavra.
A Resolução de Lambeth de 1998  I. 10 Sobre a Sexualidade humana afirma que a atividade sexual é exclusiva para o casamento e que a abstinência é o certo para aqueles que são solteiros. Nós ainda nos mantemos firmes nesta declaração oficial. Tentação Sexual afeta a nós todos, e, por conseguinte, oramos pela fidelidade à Palavra de Deus no matrimônio e na vida solteira.
Nós nos entristecemos que vários governos nacionais, auxiliado por alguns líderes da igreja, tem tentado redefinir o matrimônio e tornar casamento entre pessoas do mesmo sexo em uma questão de direitos humanos. Nós acreditamos que os direitos humanos são fundados na verdadeira compreensão da natureza humana, que é que somos criados à imagem de Deus, macho e fêmea, que um homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua esposa (Mateus 19:6; Efésios 5:31).  Queremos deixar bem claro que qualquer parceria civil de natureza sexual não recebe a bênção de Deus. Continuamos a orar e oferecer apoio pastoral aos cristãos lutando com tentações de ter relacionamentos com pessoas do mesmo sexo que mantém-se em celibato em  obediência a Cristo, e a afirmá-los na sua fidelidade.
Somente o evangelho tem o poder de transformar vidas. Quando o evangelho é ouvido, o Espírito Santo desafia e convence do pecado, e direciona para o amor de Deus manifestado em seu Filho, Jesus Cristo. A pura graça de Deus, libertando-nos do pecado mediante a cruz de Cristo nos conduz para o gozo do nosso perdão e ao desejo de levar uma vida santa. Isso permite que o relacionamento com Deus que Jesus torna possível floresça. Além disso, tal como as vidas podem ser transformadas, assim também pode a vida das igrejas. Nós comprometemo-nos, pois, e chamamos nossos irmãos e irmãs em toda a Comunhão para unir-mos em redescobrir a força do Evangelho e em buscar a ousadia do Espírito Santo para anunciar, com um vigor renovado.
Fortalecendo o GFCA
Estamos comprometidos com o futuro da GFCA e para isso decidimos tomar medidas para fortalecer a nossa comunhão.
Em primeiro lugar, resolvemos ser mais do que uma rede. Somos uma expressão efetiva do Anglicanismo fiél  e, portanto, reconhecendo as nossas responsabilidades, temos que nos organizar de uma maneira que demonstre a seriedade de nossos objetivos. Esses são três:
– Proclamar e lutar pelo evangelho de Jesus Cristo. Como exemplos de trabalhos que queremos capacitar são a preparação de contestações teológicas convincentes à qualquer falso evangelho; apoiar a rede de faculdades teológicas cujos alunos são bem orientados para ministério, cujos professores são bem treinados, e cujos currículos são construídos com base na fiel leitura da Escritura.
– Construir a comunhão. Temos de encontrar novas maneiras de apoiar uns aos outros em missão e em discipulado.
– Justificando e afirmando fiéis anglicanos que foram excluídos por sua diocese ou província. A principal linha de trabalho aqui seria dedicar a discernir a necessidade de novas províncias, dioceses e igrejas – e, em seguida, validar os seus ministérios e ordens como Anglicanos.
Em segundo lugar, conquistar estes objectivos exigirá  a GFCA a operar sobre uma base mais sistemática e para isso, vamos organizar em torno de um Conselho dos Primazes, um Conselho de Administrativo, um Comitê Executivo e os agentes de ligação regional, que serão envolvidos em favorecer a comunicação entre FCAs.
Em terceiro lugar, nós reconhecemos que a mudança da GFCA para um novo patamar vai requerer que uma quantidade substancial de novos recursos estejam disponíveis. Devemos, portanto, formalmente convidar províncias, dioceses, agências missionárias, congregações locais e indivíduos a tornar-se membros contribuíntes  do GFCA. Em especial, pedimos as províncias para reconsiderar seu suporte àquelas estruturas Anglicanas que estão acostumadas a desconsiderar a fidelidade bíblica e ao invés disso, ou, além disso, contribuir com as necessidades financeiras da GFCA.
Nossas Prioridades
O mandamento do Nosso Senhor é “ir e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei” (Mateus 28:19- 20).  Cremos, portanto, que a nossa primeira prioridade deve ser fazer discípulos. Isto significa que o nosso movimento tem de estar comprometido em –
– Evangelizar áreas de nosso mundo onde claramente as testemunha do Evangelho tornaram-se obscurecidas ou perdidas e levar o Evangelho aos povos ainda não alcançados. Grande parte da nossa energia deve ser dedicada a levar o Evangelho para crianças e jovens e desenvolver os líderes do futuro. Reconhecemos também a necessidade de orar, amar e compartilhar o evangelho de Jesus com os muçulmanos. Pedimos que as igrejas que treinem seus membros nesse tipo de missão
– Apoiar genuínas iniciativas evangélicas, reconhecendo que há tempos em que a manutenção de estruturas pode restringir a proclamação do evangelho. De acordo com as expectativas da Declaração de Jerusalém que o Conselho dos Primazes iria intervir para prover uma “supervisão ortodoxa à igrejas sob falsas lideranças”, o Conselho dos Primazes irá cuidadosamente considerar trabalhar além das estruturas existentes como uma resposta de obediência ao mandato de Jesus de levar o Evangelho para todas as nações.
– Defender o evangelho. Nós vamos continuar a expor publicamente qualquer falso evangelho que não é consistente com ensinamento apostólico e claramente articular o evangelho na Igreja e no mundo.
Nossa segunda prioridade deve ser aprofundar o discipulado. É preciso continuar enfatizando que a nossa identidade é encontrada principalmente em Cristo e não em alianças nacionais, étnicas ou tribais. Além disso, há muitas pressões sobre os cristãos de hoje que requer  um certo grau de maturidade para resisti-las. Estas incluem secularismo agressivo, onde  cada vez mais os cristãos estão sendo ensinados que devem somente expressar sua fé privadamente , e não publicamente; e onde a contribuição do Cristianismo para o bem público é negado; o islamismo militante que continua a ameaçar a existência e o ministério da Igreja em alguns lugares; e o sincretismos sedutor que introduz supostas alternativas de chegar a Deus e, assim, nega a unicidade de Cristo.
Lutar contra estas pressões e promover o evangelho em circunstâncias difíceis exige que os cristãos aceitem que seu testemunho envolve sofrer para Cristo (2 Timóteo 3:12); ou ficar firmes com aqueles que estão a sofrer por Cristo; estar alerta para as formas em que as Escrituras estão sendo falsamente prejudicadas pelos adversários; se engajar com um  discursos público gracioso; e de se recusar a ser intimidado quando submetidos a perseguições.
Como terceira prioridade, devemos testemunhar o efeito transformador do Evangelho trabalhando para a transformação da sociedade, de modo que os valores do Reino eterno possam ser visto aqui e agora. Cremos, portanto, que é certo se envolver em discursos públicos com mansidão e respeito (1 Pedro 3:15- 16), mas sem permitir que as nossas prioridades sejam moldadas pela agenda do mundo; e que as nossas igrejas trabalhem para a proteção do meio ambiente e fortalecimento do poder economico daqueles que são desprovidos de recursos; e que não ignoremos o clamor dos marginalizados e opressos que necessitam ajuda imediata.
Afirmamos os ministérios de mulheres e sua contribuição vital para a vida da Igreja: o seu chamado de evangelizar, discipular e construir casamentos, famílias, igrejas e comunidades fortes. GAFCON 2013 defende o ensino Bíblico que homens e mulheres são igualmente feitos à imagem de Deus, chamado a ser o seu povo, no corpo de Cristo, exercendo dons diferentes. Reconhecemos que temos opiniões diferentes sobre os papéis de homens e mulheres na igreja liderança.
Muito nos entristece que em  muitas comunidades as mulheres e as crianças são marginalizados pela pobreza, a falta de educação, HIV/AIDS, maus-tratos das viúvas e dos órfãos, e a poligamia. Além disso, elas sofrem violência doméstica, abuso sexual, tráfico e aborto. Repudiamos todo tipo de violência contra as mulheres e as crianças e chamamos a igreja a demonstrar respeito pelas mulheres, cuidado para com as mulheres e crianças marginalizadas de todo o mundo, e defender a santidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural.
Estamos conscientes do crescente número de ataques contra Cristãos na Nigéria e Paquistão, Síria e Egito, Sudão e muitos outros países. Enquando nossos irmãos e irmãs estão enfrentando perseguição, devemos todos pressionar os governos e líderes de outras religiões, para que respeitem os direitos humanos, protejam os cristãos de ataques violentos e tomem medidas eficazes para prover liberdade de expressão religiosa para todos.
Conclusão
Estamos conscientes das muitas pressões que as fiéis testemunhas do evangelho sofrem dentro da igreja, mas igualmente conscientes da grande necessidade que o mundo tem de ouvir o evangelho. A necessidade de ter a GFCA  é maior agora do que quando nos reunimos pela primeira vez em Jerusalém em 2008. Acreditamos que o Espírito Santo está nos desafiando e ao resto da Comunhão Anglicana à nos mantermos fiéis à nossa herança bíblica; e a apoiar aqueles que sofrem como resultado da obediência à Cristo;  e a responder às pressões anti-cristãs com uma determinação renovada de difundir o evangelho. A seriedade com que encaramos a nossa missão e a nossa comunhão será refletida na forma como cada uma das igrejas individuais recebam a visão da GAFCON como sua própria visão, e em como damos recursos para o trabalho que a GFCA procura iniciar. Convidamos todos os fiéis anglicanos a aderir à GFCA.
Por último, nos comprometemos a fortalecer nossa comunhão e promover o evangelho.
O Compromisso de Nairobi
Estamos comprometidos com Jesus Cristo como o cabeça da Igreja, a autoridade de sua Palavra e poder do seu evangelho. O Filho perfeitamente nos revela a Deus, ele é o único fundamento de nossa salvação, e ele é a nossa esperança para o futuro. Procuramos honra à ele, caminhar na fé e na obediência aos seus ensinamentos, e glorificá-lo através da nossa proclamação do seu nome.
Portanto, no poder do Espírito Santo —

     1. Novamente nos comprometemos com a Declaração de Jerusalém

    2.Comprometemo-nos a apoiar missão, tanto a nível local como global, incluindo alcançar os muçulmanos.   Comprometemo-nos também a incentivar o treinamento dos leigos em obediência à Grande     comissão para fazer e amadurecer discípulos, com atenção especial ao recrutamento e mobilização dos jovens para o ministério e liderança.
     3. Comprometemo-nos a dar uma maior prioridade para a educação teológica e ajudar uns aos outros a encontrar os recursos necessários. É preciso esclarecer os propósitos da educação teológica, para que os alunos sejam mais bem orientados para ministério, professores sejam bem treinados, e os currículos sejam construídos sobre a fiel leitura das Escrituras.
      4. Comprometemo-nos a defender as verdades essenciais da fé bíblica mesmo quando essa defesa ameaça as estruturas existentes de autoridade humana (Atos 5:29).  Por esta razão, os bispos da GAFCON 2013 resolveram “afirmar e endossar a posição do Conselho dos Primazes em fornecer supervisão nos casos em que as províncias e dioceses que fazem concessões à fé bíblica, incluindo a afirmação de um chamado ao ministério devidamente discernido. Isso pode envolver ordenação e consagração se a situação exigir.”
     5.Comprometemo-nos a apoiar e a defender aqueles que em se firmarem na verdade apostólica são marginalizados ou excluídos da comunhão com outros Anglicanos em suas dioceses. Temos, portanto, reconhecido a Missão Anglicana na Inglaterra (AMiE) como expressão do Anglicanismo autêntico tanto para aqueles que dentro e fora da Igreja da Inglaterra, e congratulamos a intenção deles de nomear um Secretário Geral da AMiE.
      6. Comprometemo-nos a ensinar sobre o bom propósito de Deus para o casamento e para a vida de solteira. O casamento é uma união para toda a vida exclusiva entre um homem e uma mulher. Encorajamos todas as pessoas a trabalhar e orar para a construção e fortalecimento de casamentos e famílias saudáveis. Por essa razão, somos contra a onda secular de ser a favor de coabitações e casamentos  entre pessoas do mesmo sexo.
      7.Comprometemo-nos a trabalhar para a transformação da sociedade através do evangelho. Nós rejeitamos todas as formas de violência, especialmente contra as mulheres e as crianças, vamos trabalhar para fortalecer economicamente todos aqueles que são mais desfavorecidos, e seremos uma voz para os Cristãos perseguidos.
      8.Comprometemo-nos com a continuação da Comunhão Global de Anglicanos Confessantes, GFCA, colocando a membresia, recursos humanos e financeiros em uma nova base. Vamos continuar a trabalhar dentro da Comunhão Anglicana para a sua renovação e reforma.
9. Nós nos comprometemos em reunirmos novamente na próxima GAFCON.

Ora, àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu  poder que atua em nós, a ele seja a glória na Igreja e em Jesus Cristo por todas as gerações, para todo o sempre. Amém. (Efésios 3:20 – 21)

Nairobi, 26 de Outubro de 2013

*Tradução de Fabiana Schimidt


TEMPO DE PREPARAÇÃO
A primeira parte de nossa campanha de crescimento espiritual “40 dias de Escuta” é um momento de preparação para os demais dias onde estaremos estudando, refletindo e escutando  o que Deus nos diz no evangelho de Marcos e nas 1ª e  2ª. Cartas de Paulo aos Coríntios. Serão quatro dias de preparação até o próximo sábado.Essa primeira parte nos levará a meditar na verdade do evangelho e em nossas vidas como instrumentos dessa verdade. Aplique-se à leitura dos devocionais e esteja pronto pois Deus estará falando e cabe a nós estarmos escutando.
RESUMO DO DIA 1o   4a feira 13 de Fevereiro de 2013 
       Mt 6:1-6, 16:21 ;2 Co 5:20b-6.10

Fé verdadeira, vida verdadeira

O maior ato de fé acontece quando uma pessoa decide que não é Deus
Autor desconhecido

Estamos iniciando nossa caminhada dentro do que se chama “O Sermão do Monte” que compreende os capítulos 5 a 7 do evangelho de Mateus. Quando observado com cuidado se percebe que não há sequer um parágrafo neste texto que não seja uma ênfase no contraste entre uma vida piedosa a Cristo e uma vida que vive justamente o oposto. Jesus como que foge das multidões das cidades e se “retira” .
 A Mensagem do evangelho de hoje se alinha com a epístola de Paulo e segue na mesma direção, a de uma vida pia, santa e honrada para a glória de Deus e apenas para ele. Aqui vamos entrar no campo da sinceridade, da honestidade de uma fé que não está interessada em “se mostrar”, mas sim em mostrar a Glória de Deus. Para John Stott é uma demonstração da religião do cristão que deve se colocar como não hipócrita, mas real.
      O texto está nos mostrando o risco de exercermos uma justiça própria, e isso tem a ver com a maneira prática que exercemos nossa fé em termos de doação, oração e jejum. Tais práticas, recomendadas por Jesus, devem ser sinceras e discretas. Perceba que não é a atitude que Jesus condena, mas a motivação, essa sim ele repreende veementemente.
     Para nós é uma lembrança positiva que nos ajuda a lutar contra o reconhecimento público como primeira opção em nossas vidas e ministérios. Vivemos em tempos onde o que os outros falam às vezes ditam o nosso comportamento e no meio cristão, em momento algum estamos livres desta tentação. Não são poucos os casos de pessoas que vivem uma vida dupla, uma  fé fingida, que “ anunciam com trombetas o que doam”, pronunciam belas orações etimologicamente elaboradas e em tom elevado, “mudam a aparência do rosto” para assim receberem o galardão dos homens. Eu e você sabemos bem o quanto isso é verdade, mas nós não queremos viver assim. Queremos sim viver o que Jesus preconiza a saber, uma vida de intimidade com Deus, no silêncio de nossa alma, na sinceridade de nosso coração e na pureza de nossas intenções. Fuja de tudo que se afastar disso.

    Aqui, talvez mais do que em qualquer outra epístola se faz necessário essa exortação, tanto do evangelho quanto do próprio apóstolo. Se somos embaixadores, representamos alguém e tudo aquilo que esse alguém é. Assim não podemos “receber em vão a graça de Deus”, mas vivermos de acordo com ela  e tudo que ela traz em seu bojo tanto a misericórdia quanto a diligência. A Graça é gratuita, já disse alguém, mas não foi barata.

     O apóstolo vai concluir este texto com uma série de recomendações que ele mesmo coloca como contrário aos que tentam viver a graça em vão. Os substantivos aqui colocados, não são palavras jogadas em um texto por uma pena para completar a página de uma missiva, mas são fruto de um testemunho pessoal de quem nunca viveu a graça em vão.
        Os textos se casam e nos impulsionam a viver uma vida diferenciada, longe de fachadas, distante das máscaras tantas vezes usadas pelas nossas fraquezas, mas a enfrentar e viver o que a nossa fé determina. Talvez hoje você esteja vivendo uma realidade que se encaixe nesse contexto, não se desespere não se puna gratuitamente, não escute as vozes que vem das trevas tentando lhe culpar ou lhe impulsionar a uma solução qualquer que se distancie do que Jesus aprovaria. Apenas foque no coração de Deus, no seu infinito amor, olhe ao seu lado, perceba que muitos de seus irmãos na fé viveram situações semelhantes e conseguiram superar, que a história da fé cristã é escrita com lutas por aqueles que nada têm, mas possuem tudo. Você provavelmente é um desses, nada tem, mas lembre-se que você possui tudo, pois possui um coração que foi alvo da graça e do maior ato de amor que o universo jamais conheceu, Jesus.
Minha Oração
Senhor, esse será um tempo de escuta. Obrigado porque a tua Palavra fala ao meu coração. Que a minha vida, mesmo estando ainda distante do padrão que tu desejas, nunca deixe de ter a mira apontada para a tua excelente vontade e que a cada dia eu possa viver a realidade de uma intimidade contigo. Que meu atos mostrem o que a minha fé afirma, que o meu coração nunca se esqueça de que não tenho nada em mim mesmo, mas tenho tudo em ti. Nesse tempo de escuta, fala, eu estou ouvindo


Na minha primeira juventude, já não sei mais em que juventude estou agora, eu pulei  carnavais. Na realidade nós nos preparávamos para esse período, sou do tempo que havia o corso no centro do Recife e os bailes dos clubes faziam o clímax da festa. Prévias eram “Carnaval em preto e branco” do cabanga iate Club e o “Mamãe quero voar” do clube de oficiais da aeronáutica. Olinda? Isso não fazia parte da agenda, carnaval de rua muito menos. Num segundo momento aconteceu.
Digo isso para que alguém não se antecipe e me julgue como sendo um daqueles que diz que o
livro não presta sem sequer ter lido o prefácio. Sim eu pulei intensamente alguns carnavais. Conheço bem mais do que o prefácio dessa festa.

Hoje eu PULO O CARNAVAL ( PULO_ do verbo pular, saltar por sobre ), sim desde o dia 21 de Dezembro de 1979, quando conheci a Cristo e por ele me apaixonei, pelas suas palavras decidi guiar a minha vida, pelo seu ensino decidi procurar viver, pela sua ética resolvi pautar a minha vida e assim por diante. Entendi que existe uma hierarquia nas coisas deste mundo e que elas devem estar relacionadas sempre com o mundo espiritual. Desde então passei a pensar da seguinte forma “ o que Jesus faria em meu lugar”  lembra do livro, filme, pulseira? Lembre então do evangelho : aquele que quiser vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Por isso entendi que não deveria gostar daquilo que Jesus não gosta, amar o que ele não ama, estar onde ele não estaria, me deleitar naquilo que ele repudia. Por isso eu hoje PULO O CARNAVAL.

PULO O CARNAVAL  porque não acredito mais na festa como uma expressão apenas cultural. Não costumo demonizar a cultura, mas presto atenção para ver onde o demônio está misturado na cultura, isso eu faço. O carnaval é uma festa ambígua, não posso deixar de ver o lado cultural de tantas manifestações, do espírito do artista brasileiro. É indiscutível que a criatividade do povo não se esgota. Muitos vão se lembrar da história daquele folião que vinha no meio da multidão puxando uma coleira e gritando vem Bob vem Bob!  As pessoas abriam caminho com receio de um cachorro para depois perceberem que ele apenas puxava um “bob” de cabelo e outras iniciativas hilárias.
No entanto é inegável que o carnaval não se restringe a isso,  há muito perdeu a ênfase folclórica e deu vez a uma busca por algo mais, um extravazamento do ser que persegue uma satisfação qualquer e que em nome disso esquece qualquer limite e se entrega a tudo e a todos. Como em tudo, não podemos generalizar, mas não há como negar que essa é a ênfase da grande maioria, o que vem tornando a festa cada vez menos segura e cada vez mais um terreno fértil para o uso exagerado de bebidas, o consumo de drogas e a prática de uma sexualidade desenfreada. Como cristão, esse não é o meu lugar, não preciso disso, não estou em busca dessa alegria regada a prazeres da carne que depois retornam com a depressão da alma. Se você é um cristão(ã), saiba que esse não é o seu lugar.

PULO O CARNAVAL  porque existe na festa uma componente espiritual muito forte e verdadeira. Nunca duvide disso. Não seja ingênuo(a) em dizer que “ se para você esse não é o sentido, não me atinge” ledo engano. Ninguém passa por uma carvoaria de roupa branca e sai sem estar manchado de preto. O espírito que domina este mundo está intensamente presente nessa festa. A maior prova está na dedicação da festa. Em todos os cantos com diferentes aparatos e mascaras culturais esta festa é entregue ao deuses e orixás. Ano passado, o líder de um dos grupos “folclóricos” disse em entrevista, falando sobre a noite dos tambores silenciosos “ este é um momento de entrega, um momento religioso, essa festa é uma festa religiosa para nós, estamos entregando a festa ao orixás” entrevista ao jornal NE TV da rede globo de televisão. Se você é um cristão(ã) esse é o angulo que você precisa observar essa festa. Não há como participar disso tudo e não ser parte disso tudo. Essas coisas são inseparáveis.

PULO O CARNAVAL porque quando conheci a Cristo decidi pela Escritura que somente a Ele prestaria culto, que somente a ele meus lábios louvariam. Você também pensa assim? Pois bem, portanto preste atenção nas letras das musicas do carnaval, que por detrás de um ritmo alucinante , contagiante estão repletas de louvações a deuses afros, frases de abominação a Deus. Talvez alguém lembre de um dos mais novos blocos do carnaval de Recife se chama “Culto a Baco”, criado em 2007 o grito de “fé” desse bloco irreverente é: Eu não vou ao culto orar, eu vou ao culto a Baco! Ora Baco é o mitológico Deus do vinho e não precisa ir mais adiante para perceber que isso vai além de uma simples irreverência. Talvez isso seja difícil de entender para alguém que não conhece a Cristo e confessa essa fé, mas  você que sabe disso, pode facilmente perceber o que de fato está por detrás dessa festa. Nada mais contagiante do que os desfiles das escolas de samba, especialmente do Rio de Janeiro. Mas seria ingenuidade ou cegueira eletiva tentar omitir de nossas mentes que por detrás de tudo aquilo está uma componente espiritual muito intensa. Muitas das letras dos sambas enredos, além de passagens históricas fazem alusão e louvação a entidades do candomblé e de outras tendências religiosas espiritualistas. Não é novidade para ninguém que os líderes destes grupos são em sua maioria esmagadora devotos de “santos guerreiros”, filhos de “santo” e com suas histórias totalmente ligadas a estas práticas, trazendo assim para suas escolas a louvação a estas entidades, o que compromete a imparcialidade espiritual do movimento. Se você é um cristão(ã) pense nisso para formar a sua opinião e para informar a quem tem ainda dúvida.

PULO  O  CARNAVAL porque como cristão entendi que minha vida deve servir de exemplo em tudo e , em toda minha luta para fazer isso verdade, se inclui o meu comportamento, minha moderação e minha sabedoria. Não levantarei minhas mãos ao céus para dizer frases que não louvem a Deus e sim a falsos deuses, não terei prazer naquilo que não dá prazer ao meu Senhor, não é para mim alegria aquilo que entristece o coração de meu Deus.  A festa pode ser bonita, e em muitos casos é, mas o diabo se faz de cordeiro para iludir a muitos. Eu não serei um desses, meu entendimento mostra, minha razão testifica que essa festa e algo que não me diz respeito. Se você e um cristão(ã), está na hora de pensar em que tipo de exemplo você deseja ser.


PULO O CARNAVAL porque além de tudo isso e de muitas outras coisas que poderiam aqui ser colocadas quero ser alguém que faz diferença. Com estes exemplos e com a prática de um período de exageros e como citei extravasamentos do ser, esta festa se torna a cada dia e de fato a festa da carne e os cristãos, por não se sentirem motivados ao extravasamento da carne e sim a busca de um controle de seus impulsos carnais e a busca de uma vida limpa e pura diante de Deus devem se afastar desse momento e devem ensinar aos seus filhos que da mesma forma se afastem de tudo isso, toda a raiz está comprometida, as intenções estão maquiadas, e a espiritualidade pagã permeia toda a festa. Tenho dito que por detrás da mais simples fantasia de uma festividade infantil escolar nesse período, está uma intenção espiritual que reveste toda a festa. Não há como separar. Se incentivo meu filhinho a se fantasiar hoje e participar das festividades, não poderei me queixar que, quando jovem ou adulto ele deseje seguir adiante e se envolva na totalidade da festa, se expondo a estes riscos e à contaminação espiritual. O que a sabedoria de provérbios diz é que devemos ensinar a criança no caminho que ela deve andar e quando adulta não se desviará desse caminho!
Como Bispo e líder espiritual da Diocese de Recife e como Reitor da PAES quero dizer que essa é a nossa posição, essa a postura que espero de todos os cristãos que estejam sob minha cobertura espiritual tenham e que também se decidam por PULAR O CARNAVAL.

+Miguel Uchôa Cavalcanti
Bispo de Recife
Reitor da PAES

Ao Povo e ao Clero da Diocese de Recife-Igreja Anglicana

“Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá” (Js 1:11)
 
Escrevo a vocês como seu 4º Bispo Diocesano Eleito, mas, acima de tudo, como pastor que sou e amante da obra de Deus nesse mundo. Na minha carta-compromisso deixei bem clara as razões pelas quais coloquei meu nome à disposição da Diocese de Recife para essa eleição. O desejo da Igreja foi feito e agora é meu dever cumprir esse chamado de Deus para essa nova fase de minha vida e ministério. Mas, devo ressaltar, que o chamado não acontece apenas na minha vida. É um chamado para a nossa Diocese, para o povo, os clérigos(as), os líderes de todas as comunidades, para toda a Igreja de Cristo reunida nessa parcela imperfeita, mas muito desejosa de servir a Deus e de se alinhar com a Sua perfeita vontade, chamada de Diocese de Recife.
Tenho uma visão de Episcopado que se distancia muito do estilo monárquico medieval, ou de qualquer tipo de liderança que atue de maneira absoluta e vertical. Entendo que o Senhor inspirou o apóstolo Paulo para escrever aos efésios e dizer ao povo que os pastores estão aqui para equipar os santos, para que a obra de Deus seja feita, e essa é a nossa maior função. O Bispo é um Presbítero escolhido em seu meio para servir, treinar, ensinar, manter a visão, motivar a Igreja, guardar a doutrina, manter a Igreja no prumo da vontade de Deus. Assim tenho aprendido ser o ministério pastoral, e assim tenho procurado com todas as minhas limitações fazer.

Desde agora me coloco à disposição da Igreja-Diocese para ouvir e, para, dentro de todas as possibilidades, ajudar naquilo que estiver ao meu alcance, cada pessoa que deseje servir a Deus de uma maneira mais plena ou que deseje ouvir mais de mim, de minha vida, de meu ministério, dos meus objetivos e do que alguns chamam de meus “sonhos”.

Não acredito que exista um cristão que não sonhe conquistar o mundo para Cristo. Não acredito que exista alguém que, conhecendo a Cristo, não tenha essa preocupação. Por isso, como Bispo dessa Igreja, será sempre meu desejo procurar ajudar cada um a alcançar o seu potencial máximo. Nisso contem comigo sempre!

Todos sabemos que juntos caminhamos uma boa distância, vencemos grandes obstáculos, lutamos grandes batalhas. Pelo caminho foram ficando aqueles que não acreditaram na “Terra Prometida” da qual nosso saudoso Revmo. Bispo Robinson Cavalcanti tanto falava; alguns desistiram antes de tocar a planta dos pés nas águas e, assim, não viram o Jordão se abrir. Mas, vocês e eu, estamos vendo a “Terra Prometida”, e já colocamos nossos pés nas águas, elas estão se abrindo e já começamos a caminhada. Naturalmente a Terra, mesmo que nela possa manar leite e mel, ainda requer de nós muito trabalho, muito empenho, muita disposição e, para isso, tenho certeza, é que vocês foram chamados e eu fui separado para levar vocês a entrar nessa “terra”. Nosso Moisés ficou, mas a promessa de Deus permanece.

Não existem vencedores, não existem grupos; somos um corpo. Agora é tempo de caminharmos juntos. Tenho certeza que Deus está esperançoso conosco, que o coração de Deus está antevendo relacionamentos sendo restaurados, curas acontecendo, parcerias sendo feitas, e quando isso ocorre, tenham certeza, a Presença de Deus se manifesta e isso libera o poder do Espírito Santo em nosso meio. Quando isso acontece, existe um impacto no mundo espiritual, satanás é envergonhado e a Graça de Deus nos envolve. Quando isso acontece, eu e você nos alinhamos com o propósito de Deus, e isso traz consequências práticas para a vida da Igreja. Afinal de contas Jesus disse que quando concordamos aqui entre nós, há concordância no céu, e quando há concordância no céu, quem pode impedir? As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16:18)

Chamo a todos para, juntos, cruzarmos o rio, conquistarmos a Jericó que ainda possa faltar e edificarmos a cidade de Deus, colhendo, assim, os frutos dessa terra que são nossos por promessa do próprio Senhor.

Em Cristo, Senhor Nosso,

Seu Bispo Eleito e amigo

+Miguel Uchôa